Escoliose Idiopática do Adolescente

Um guia para o paciente e sua família:

Dr Alisson R. Teles

Este informativo sobre escoliose idiopática do adolescente foi escrito para guiar você e sua família na trajetória após esse diagnóstico.

 

Com a experiência de tratar pessoas com escoliose aprendi que cada família tem a sua forma de abordar esse diagnóstico e que a educação é um dos principais passos para o sucesso do tratamento.

 

Espero que as informações ajudem você na sua jornada do tratamento da escoliose. Boa leitura!

 

 

Do que é feita a coluna vertebral?

A coluna é formada por 24 ossos individuais chamados de vértebras e separados por discos, os discos intervertebrais. Os discos permitem a coluna a ser flexível.

Existem 3 regiões na coluna: 7 vértebras cervicais (pescoço), 12 vértebras torácicas (tórax) e 5 vértebras lombares (região lombar). Além disso, há 5 vértebras fusionadas abaixo da coluna lombar que formam o sacro e outras 4 que formam o cóccix.

 

O que é escoliose?

Vista da frente ou de traz, a coluna vertebral deveria ser reta. Na escoliose, você vai ver um desvio da coluna para a direita ou para a esquerda. Aproximadamente 10% da população tem curvas bem pequenas (menos que 10 graus), o que não tem nenhuma influência para a funcionalidade ou saúde das pessoas. Essa condição é chamada de assimetria da coluna.

No raio-X, a curva da coluna é medida em graus, em ângulo, e esse ângulo é chamado de ângulo de CobbEscoliose é definida como uma curvatura maior que 10 graus. É mais comum nas regiões torácicas e lombares e pode estar presente em uma ou mais regiões. O padrão mais comum de curva é a curva torácica direita.

Existem curvas naturais da coluna que são observadas quando a coluna é vista de lado. Lordose é normalmente presente na região cervical e lombar e cifose é encontrada na região torácica.

 

 

 

O que causa escoliose?

A escoliose pode ter várias causas, mas a forma mais comum é a idiopática, que significa “causa desconhecida”.

Cientistas tem identificado que a escoliose idiopática é uma condição genética e continuam trabalhando para isolar a combinação de genes que causam a escoliose. Algumas tentativas de testagem genética para determinar o risco de progressão da escoliose foram feitas (determinar quais as curvas vão progredir ou não). Essas pesquisas podem eventualmente permitir um diagnóstico mais precoce e a seleção mais adequada do “melhor” tratamento para cada paciente.

 

Existe alguma evidência que sugere que diferenças nas taxas de crescimento da porção anterior (da frente) da vértebra e posterior (de traz) pode ser uma causa de escoliose.

 

 

Existem diferentes tipos de escoliose idiopática?

A escoliose idiopática é definida pela idade em que ela começa a se desenvolver. Cada grupo de idade apresenta necessidade e desafios únicos associados ao tratamento.

 

Quando observada em crianças dos 0 aos 3 anos, trata-se de uma escoliose idiopática infantil; dos 4 aos 9 anos, escoliose idiopática juvenil; e dos 10 aos 18 anos, escoliose idiopática do adolescente. Juntas, as escolioses infantil e juvenil são chamadas de escoliose de início precoce.

 

 

A escoliose é comum?

Estima-se que a escoliose idiopática esteja presente em 2% a 3% dos adolescentes. Destes, 1 em 500 vai precisar de algum tratamento e somente 1 em 5000 tem curvas que progridem para um grau que a cirurgia é recomendada.

Meninos e meninas têm a mesma chance de ter curvas pequenas. Entretanto, as meninas têm 8 vezes mais chance que os meninos de desenvolver progressão da curva (curva ficar maior).

 

 

 

Quem poderia detectar a presença de escoliose em uma criança?

  • Pediatra durante o exame de rotina.

  • Rastreamento realizado em escolas.

  • Professor de educação física ou treinador.

  • Pais ou familiares.

  • O próprio adolescente.

  • Incidentalmente, em algum raio X realizado por outro motivo.

 

 

O que é rastreamento escolar?

Em alguns lugares do mundo o rastreamento escolar é realizado no início da adolescência com objetivo de detectar precocemente o problema. O diagnóstico precoce pode reduzir a chance de o adolescente necessitar cirurgia para correção da escoliose no futuro. Infelizmente, no Brasil essa prática ainda não é difundida.

 

 

O que podemos observar em alguém que tenha escoliose?

Existem diversos sinais que podem ser observados, tais como:

 

  • Um ombro mais elevado que o outro.

  • Uma escápula mais elevada que a outra.

  • Um quadril mais elevado que o outro.

  • Uma perna parece ser mais longa que a outra.

  • Assimetria da cintura.

  • Tronco ou caixa torácica desviada para um lado.

  • Cabeça não centrada sobre a cintura.

  • Quando a criança se abaixa pra frente, um lado parece mais elevado que o outro.

 

 

Quais são as causas dessas modificações na aparência?

A escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna. Quando a curva desenvolve, a coluna também torce, ou rota, para a esquerda ou direita. A quantidade e o tipo da modificação do corpo depende do padrão da curva da escoliose, e há variação entre indivíduos porque cada corpo responde um pouco diferente à escoliose.

 

 

O que nós vemos deve ser escoliose. Como eu não diagnostiquei isso antes?

Perder o diagnóstico, ou demorar para diagnosticar a escoliose não é tão incomum. Na pré-adolescência ou adolescência o corpo sofre modificações relativamente rápidas. As crianças também ficam mais reservadas em relação aos seus corpos e os pais geralmente não as observam mais em situações nas quais os sinais de escoliose poderiam ser detectados. As modificações precoces no formato do corpo podem ser bastante sutis e às vezes há pouca modificação no corpo apesar da grande deformidade da coluna. Além disso, nem todas crianças com escoliose apresentam dor nas costas, queixa que muitas vezes leva o médico a fazer o diagnóstico de escoliose.

 

 

Nós observamos sinais de escoliose. Quais os próximos passos?

Quando há suspeita de escoliose, o próximo passo é ser avaliado por um médico especialista em coluna. O especialista vai realizar um exame cínico completo e pode solicitar um raio X para confirmar o diagnóstico de escoliose.

 

Idealmente, o raio X deve ser feito em local que realiza esse exame de maneira rotineira. 

 

O raio X deve ser feito com o paciente em pé. Para melhor avaliar o alinhamento da coluna, todas regiões da coluna devem ser incluídas em um único filme. A obtenção de um filme de cada região não é uma maneira adequada de avaliar escoliose.

 

 

Como é a consulta com o médico especialista em escoliose?

Na consulta com o especialista, alguns passos vão ser seguidos:

 

  • O médico vai coletar informações sobre a saúde do paciente e história familiar de escoliose.

  • A altura do paciente vai ser aferida.

  • Exame físico vai ser realizado.

  • O teste de Adam vai ser feito.

  • O especialista pode ou não solicitar um raio X da coluna.

  • Resultados dos exames vão ser revisados com você.

  • Questões iniciais vão ser discutidas.

  • Um plano de tratamento vai ser recomendado.

 

 

O que é o teste de Adam?

Assim que uma curvatura da coluna se desenvolve e a coluna torce, surge uma assimetria da caixa torácica ou da cintura. Um escoliômetro é utilizado para medir a quantidade de rotação/torção em graus como um ângulo.

 

 

Como a escoliose aparece no raio X?

Escoliose é definida pela região da coluna onde a curva ou curvas se desenvolvem: torácica superior, torácica ou lombar. Escoliose pode estar presente em um ou mais dessas regiões produzindo uma curva única, dupla ou tripla. A direção da curva pode ser para a esquerda ou direita.

 

 

 

Como é medido o tamanho da curva?

O tamanho da curva é medido no raio X em graus e calculados como um ângulo. Esse é chamado de ângulo de Cobb ou medida de Cobb.

 

Quando uma ressonância magnética ou outro teste é recomendado?

Quando um padrão atípico da curva é observado (por exemplo: curvatura torácica para esquerda) ou o paciente apresenta outros sintomas, testes adicionais podem ser solicitados. A ressonância magnética (RM) é o exame indicado para avaliar a medula espinhal. Alguns profissionais sugerem realizar esses exames de rotina em casos que vão realizar cirurgia.

 

 

A curva vai piorar?

Não há uma maneira de ter certeza absoluta se uma escoliose vai continuar a progredir, mas existem alguns fatores que aumentam o risco.

Se a escoliose vai progredir, o período de maior risco é durante o estirão do crescimento na adolescência quando as curvas podem aumentar 1 a 2 graus por mês.

Os dois principais fatores que geralmente determinam a progressão da curva são o grau da curva atual e o quanto o adolescente ainda vai crescer.

 

 

Como sabemos o quanto o adolescente ainda vai crescer?

A cada visita com o médico especialista, a altura vai ser medida. Se em duas medidas subsequentes (em intervalos de alguns meses) o adolescente não aumentou de altura, isso é sugestivo de que o crescimento está chegando ao fim.

Além disso, existe um marcador de maturidade esquelética na bacia chamado de sinal de Risser. Esse sinal aparece no raio-X e indica o quanto de maturidade óssea ainda está por acontecer. 

Os sinais da puberdade são também levados em consideração. Em meninas, o início dos períodos menstruais e o desenvolvimento das mamas são observados. Em meninos, aparecimento de barba e mudanças na voz podem ser avaliadas.

Entretanto, os indicadores de maturidade esquelética nem sempre se correlacionam, algumas vezes se solicita um raio-X da mão para identificação dos centros de crescimento pode ser recomendado.

 

 

O que é o sinal de Risser?

O sinal de Risser é usado para avaliar a maturidade do esqueleto. Quando o esqueleto está totalmente maduro, uma “capa” de cartilagem de crescimento cobre o topo do osso da bacia (crista ilíaca) e ossifica. Esta cartilagem de crescimento se transforma em osso e fica visível no raio-X. Na medida que o crescimento começa a amadurecer, a capa de cartilagem começa a aparecer na parte externa da crista ilíaca (Risser 1) e entre um período de 18 a 24 meses ela cresce e cobre toda a crista ilíaca. Os estágios de maturidade óssea são classificados como Risser de 0 a 5, sendo que 0 é o tempo antes de a capa de osso começar a aparecer e 4 quando está completando. Risser 5 é quando há fusão óssea de toda a capa da crista ilíaca e significa que o crescimento da coluna está completo. Esse processo ocorre na puberdade.

 

 

 

O que aparece no raio-X da mão?

O raio-X da mão e do punho mostra as placas de crescimento dos ossos da mão. Essas placas de crescimento permanecem abertas durante o crescimento e têm um padrão de fechamento com a maturidade do esqueleto que na verdade é mais confiável que o método do sinal de Risser.

O raio-X da mão também permitem o médico a comparar a idade cronológica (qual a sua idade) com a idade do esqueleto (idade óssea real), o que pode ou não ser igual com a idade cronológica. Isso pode ajudar na determinação de quanto crescimento do esqueleto ainda está por vir. 

 

 

Escoliose é um diagnóstico. Quais são as opções de tratamento?

Escoliose pode ser tratada com ou sem cirurgia, dependendo do grau da curva. Tratamento sem cirurgia necessita acompanhamento com médico especialista em escoliose para verificar se a curva progrediu e o paciente pode ou não ser recomendado a usar um colete.

Tratamento cirúrgico pode ser considerado se a curva é significante e vai provavelmente continuar a progredir mesmo quando o crescimento está completo.

 

 

 

O que significa observação?

Observar significa realizar acompanhamento com médico especialista em escoliose, o qual vai realizar exame físico e raio-X a cada 4 a 12 meses. Devido a pequena variabilidade (até 5 graus) em aferições no dia-a-dia, exames de raio-X comparativos não devem ser feios com intervalos menores que a cada 4 a 6 meses.

As curvas que progridem geralmente aumentam numa taxa de 1 a 2 graus por mês, então fazer raio-X mais frequentemente que a cada 4 meses não vai determinar acuradamente a verdadeira progressão da curva.

Observação é geralmente recomendada para pacientes que ainda estão crescendo com curvas que medem menos que 20-25 graus e para pacientes que terminaram o crescimento com curvas de 40-45 graus.

 

A minha curva vai progredir?

Em geral, quanto mais jovem o paciente e maior a(s) curva(s) no momento do diagnóstico da escoliose, maior é o risco de progressão.

 

Lembre-se, a maioria das curvas pequenas permanecem pequenas.

 

 

A curva está piorando. Qual é o próximo passo?

Existem dois cenários diferentes para curvas entre 20 e 40 graus:

  1. Se o crescimento terminou e a curva progrediu, mas ainda é menor que 40 graus, há um risco muito pequeno que a curva continue progredindo na idade adulta. Curvas maiores que 45 graus têm uma chance maior de progredirem e devem ser monitoradas periodicamente.

  2. Se o paciente ainda está crescendo e a curva progrediu mas ainda está na faixa de tratamento não-cirúrgico (menor que 45-50 graus), uso do colete está indicado associado à observação periódica com médico especialista em escoliose.

 

O que é colete?

O uso de colete para tratamento da escoliose tem por objetivo tentar estabilizar curvas e prevenir a progressão. Embora raramente reduzir significativamente ou permanentemente a curva, o uso do colete pode prevenir a necessidade de cirurgia.

 

Qual é o colete para escoliose?

O colete típico de escoliose é uma órtese tóraco-lombo-sacra. É feito de plástico moldado e ajustado para as regiões do tronco e quadril. Existe uma variedade de coletes, alguns feitos para uso o dia inteiro (23 horas por dia), e outros para serem usados no período noturno (8-14 horas). O colete abre na frente ou atrás com tiras de velcro. Os princípios biomecânicos do funcionamento do colete é que ele “retifica” a(s) curva(s) por pressão direta e deixa a coluna em melhor alinhamento enquanto o colete é usado.

 

Qual o colete deve ser usado?

A idade do paciente, estágio de maturação do esqueleto, tamanho da curva e padrão, e a preferência do médico influenciam qual o tipo de colete vai ser recomendado. Os pacientes devem ser encorajados a investigar as opções de colete porque nem todos coletes são igualmente efetivos. O médico especialista em escoliose deve acompanhar as etapas de indicação, verificação e acompanhamento do paciente em tratamento com colete.

 

Como discutido anteriormente, 3 regiões principais da coluna podem desenvolver curvas: a torácica superior, torácica principal e lombar. O paciente pode desenvolver curvatura em 1 ou todas as 3 áreas. Curvas na região torácica alta são muito mais difíceis de serem tradadas com colete porque a região é bloqueada pelos ombros e braços. Um colete tóraco-lombo-sacro de uso contínuo diário (23h por dia) é o tipo de colete mais comumente recomendado e pode ser usado para todas as curvas. Para curvas lombares, alguns médicos podem sugerir o uso de colete noturno.

 

O raio-X e exame físico ajudam o médico na hora de recomendar o colete, as opiniões em relação ao seu uso do colete podem variar entre os especialistas. Boa comunicação entre o médico, os pais e o paciente ajuda na determinação do colete mais efetivo para cada paciente. Você pode encontrar mais informações sobre o uso de colete e os guias de tratamento em websites da Sociedade de Pesquisa em Escoliose (www.SRS.org) e Sociedade para Tratamento e Reabilitação da Escoliose (www.sosrt.mobi/).

 

O colete vai ser efetivo?

O colete é frequentemente efetivo, mas eventualmente pode falhar. Há uma tendência entre os profissionais, familiares e pacientes em focar no colete. Entretanto, diversos fatores influenciam o sucesso ou falha no colete, tais como:

  • Idade do paciente.

  • Taxa e estágio do crescimento.

  • Tamanho da curva, padrão da curva, e flexibilidade.

  • “Qualidade do colete”.

  • Aderência ao uso do colete.

  • Uso apropriado do colete.

  • Atitude em relação ao colete.

  • Seguimento com o médico especialista em escoliose.

 

As pesquisas demonstram que o fator mais crítico para o sucesso do colete é a aderência ao uso do colete. Entretanto, algumas curvas progridem mesmo que o colete seja usado adequadamente. Os principais dados em relação à efetividade do uso do colete são do estudo “Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis Trial”. Esse estudo coletou informações de 242 pacientes e a chance de sucesso (prevenir a progressão da curva até 50 graus ou mais) com o uso do colete foi de 72% versus 48% nos pacientes que não usaram colete. Os pacientes que não usaram colete tiveram uma chance maior de precisarem de cirurgia. Além disso, os dados do estudo claramente demonstram que quanto mais tempo se usa o colete, maior é a chance de sucesso do tratamento:

 

Como observado no gráfico acima, pacientes que usam o colete por 6 horas ou menos na média por dia tiveram o mesmo resultado que os pacientes que não usaram o colete (59% deles progrediram para curvas com indicação de cirurgia). A taxa de sucesso foi de 90% para pacientes que usaram o colete por mais de 13 horas por dia.

 

 

 

 

Mesmo sabendo do benefício do colete eu resolvi não usar. Quais são as outras opções?

Infelizmente, alguns adolescentes têm dificuldade em usar o colete por diversas razões. No caso de o colete não ser utilizado, visitas periódicas ao especialista em escoliose devem ser realizadas. Nas visitas, o especialista vai recomendar realização de raio X da coluna que pode ser feito tipicamente com intervalos de 4 a 12 meses, dependendo de cada caso.

 

Existem outros tratamentos que vão prevenir a escoliose de piorar?

Esse é um tópico muito debatido entre os profissionais da saúde. Alguns profissionais dizem que uma variedade de tratamentos e técnicas podem parar a progressão da escoliose incluindo acupuntura, quiropraxia, estimulação elétrica, biofeedback, fisioterapia tradicional, yoga, pilates, suplementos alimentares, órtese para os pés e outros tratamentos não invasivos. Atualmente, NENHUM DESSES TRATAMENTOS APRESENTAM EVIDÊNCIA CIENTÍFICA SÓLIDA DE QUE PREVINEM PROGRESSÃO DA ESCOLIOSE. Existem alguns estudos mais recentes e muito interesse científico em relação aos “exercícios de fisioterapia específicos para escoliose”, como o método Schroth que aborda especificamente equilíbrio postural e da coluna, fortalecimento da musculatura core e questões de manejo da dor comuns em pacientes com escoliose. Ainda não há forte evidência científica que comprove que esses métodos específicos previnem a progressão da curva.

A prática de esportes ou outras atividades não vai fazer a escoliose piorar, então continuar a atividade física é altamente recomendada!

 

 

Nós optamos por usar o colete. Quais serão os próximos passos?

O médico especialista em escoliose vai prescrever o colete mais apropriado e lhe encaminhar para um local onde ele é produzido. No local onde a órtese (colete) é produzida, o profissional vai avaliar o paciente e medir o formato do corpo usando medidas, gesso ou escaneamento. Entre 2 a 4 semanas a prova do colete e os primeiros ajustes deve estar completa e o paciente vai retornar ao seu médico para uma re-avaliação. O médico vai solicitar um raio X com o paciente usando o colete para avaliar como o colete está, isto é: o quanto o colete reduz o tamanho da curva ou das curvas. 

Neste momento, o médico especialista em escoliose vai lhe informar em quanto tempo você deve retornar para outra avaliação com novo raio X. Algumas vezes o colete tem que ser refeito porque não reduziu o tamanho da curva ou outros motivos.

 

 

Por quanto tempo vou precisar usar o colete?

O colete é usado até que o paciente terminou o crescimento ósseo ou até que a curva progrida a um estágio em que a cirurgia é recomendada. A maioria das meninas terminam o crescimento entre 18 e 24 meses após a primeira menstruação. Os meninos tendem a crescer até mais tarde, então eles são recomendados a usarem o colete até mais tarde em idade.

 

Para o adolescente, pode ser um tanto difícil usar o colete. Seguem algumas dicas para melhorar a aderência ao tratamento:

 

Para os adolescentes:

  • Converse com outras pessoas que tiveram escoliose.

  • Continue fazendo exatamente as mesmas atividades que você fazia quando não usava o colete.

  • Não tenha vergonha de usar o colete. Ele é temporário, como o aparelho nos dentes.

  • Decore o seu colete, dê a ele um nome.

  • É difícil mas você vai conseguir!

  • Se orgulhe de como você é forte!

 

 

Para os pais:

  • Mantenha a sua filha / o seu filho envolvido em esportes.

  • Reconheça que é difícil, tanto para o adolescente quanto para os pais.

  • Abrace seu filho a cada momento que ele estiver sem o colete. Dê suporte, carinho.

  • Converse com outros pais cujos filhos também usam colete.

  • Converse com sua filha / seu filho. Mais importante: ouça as suas dúvidas e preocupações.

 

Apesar de usar o colete, a minha curva progrediu. O que fazer?

Infelizmente, mesmo com o uso do colete algumas curvas continuam a progredir. Especialistas em escoliose podem ter opiniões um pouco discordantes de quando a cirurgia é recomendada, mas a maioria concorda que a escoliose do adolescente é raramente uma condição associada a risco aumentado de morte ou demanda ação imediata. Uma boa discussão com médico especialista em escoliose deve ser feita incluindo o adolescente e os pais para entender as opções.

 

 

 

 

Quando a cirurgia pode ser recomendada?

Isso parcialmente depende do estágio do crescimento, localização e gravidade da curva, o padrão da curva, e a preferência do cirurgião.

 

Em geral:

 

  • Quando a curva atinge 45-50 graus, cirurgia pode ser recomendada mesmo que o crescimento não esteja completo.

  • No fim do crescimento, curvas menores de 40 graus tendem a não progredir. Entretanto, curvas lombares menores de 40 graus têm maior chance de progredirem.

  • No fim do crescimento, algumas curvas entre 40-45 graus progridem e outras não. As recomendações de tratamento variam.

  • No fim do crescimento, curvas que medem mais que 50 graus têm um risco aumentado de continuarem a progredir na idade adulta, embora com uma taxa de progressão menor (aproximadamente 1 a 2 graus por ano). Assim, cirurgia vai ser provavelmente recomendada.

 

 

 

Tratamento cirúrgico

 

Quais são os objetivos da cirurgia?

Os objetivos da cirurgia são prevenir a progressão da escoliose e corrigir a coluna tanto quanto possível com segurança. Parar a progressão da curva vai prevenir as significativas complicações de saúde no futuro relacionadas à escoliose grave, que são as curvas maiores que 70 a 80 graus. Alguns dos problemas associados a curvas graves são dificuldade para respirar, fraqueza muscular e dor.

 

O que é a cirurgia para escoliose?

Durante a cirurgia, a curva é corrigida tanto quanto possível com segurança. Para fazer isso, o cirurgião utiliza implantes como hastes, parafusos, fios e/ou ganchos. Esses implantes são colocados nas vértebras da região onde a coluna está curvada. Após a correção da curva, enxerto ósseo é colocado sobre a coluna. Com o tempo, o enxerto ósseo fusiona com o osso da coluna vertebral formando uma única coluna de osso sólida. Os implantes funcionam como um “colete interno” para manter a coluna na posição até que o osso fusione. Esse processo geralmente demora entre 6 a 12 meses.

A fusão desses ossos para o crescimento da coluna naquela região, o que é o que causou a progressão da escoliose. Individualmente, as vértebras crescem 1 milímetro por ano, e o crescimento suprimido pela fusão com a cirurgia é balanceado pelo ganho em altura obtido pela correção da curva. A fusão também retira o movimento entre as vértebras do segmento que foi operado. A perda de flexibilidade é modesta e pouco limita a função do tronco.

 

Porque agora? Eu não deveria esperar até minha filha / meu filho para de crescer? Porque não esperar até a escoliose causar sintomas?

Em casos de escoliose moderada, não é esperado que a criança apresente nenhum problema de saúde. A cirurgia geralmente é recomendada antes que dor ou outros sintomas desenvolvem por diversas razões. Em primeiro lugar, é mais fácil tratar a curva menor e mais flexível que se apresentam na criança ou adolescente do que as curvas maiores e mais rígidas nos adultos. Os riscos são muito menores, a cirurgia é menos complicada e o número potencial de vértebras a serem fusionadas também é menor.

Além disso, a recuperação é mais rápida e o paciente adolescente tem menos compromissos (seja em relação à escola, família ou carreira profissional) do que os adultos.

 

Como decidimos se a cirurgia é a decisão mais certa?

Eduque-se, faça perguntas, obtenha informações de profissionais especialistas em escoliose. Eu sugiro que algumas das questões mais importantes a serem feitas são:

 

  • Quais são os riscos e os benefícios de fazer a cirurgia agora?

  • Quais são os riscos de não fazer a cirurgia agora?

  • Quais são os riscos e os benefícios da cirurgia indicada?

 

Cada um vai interpretar as respostas e pesar os riscos e benefícios um pouco diferente um do outro, mas as respostas dessas questões são um excelente início para começar a avaliar a informação que vai permitir ir adiante em alguma decisão.

 

O médico especialista em escoliose pode conectar o paciente e seus familiares com outros pacientes e famílias que poderão estar dividindo as experiências.

 

 

A cirurgia foi indicada mas nós optamos por não fazer. O que fazer?

Escolher por não fazer cirurgia mesmo que ela seja indicada por médico especialista em escoliose significa observar, e o médico deve recomendar com que frequência o paciente deve fazer o seguimento com raio X. Uso de colete em pacientes com escoliose com indicação de cirurgia tem pouco ou nenhum benefício. É muito importante continuar a monitorizar a escoliose através de acompanhamento médico e com raio X porque as curvas podem piorar.

 

Nós optamos por fazer a cirurgia. Qual o próximo passo?

O primeiro passo após decidir pela cirurgia é escolher o cirurgião e discutir com ele o plano da cirurgia. 

 

Qual é o médico mais adequado para orientar o tratamento da escoliose?

No Brasil, existem duas especialidades médicas que costumam tratar crianças e adolescentes com escoliose: neurocirurgia e ortopedia. O médico neurocirurgião ou ortopedista deve ter treinamento/especialização em coluna e experiência com deformidades de coluna.

 

Recomenda-se escolher o cirurgião que:

 

  • Tem especialização em cirurgia da coluna.

  • Tem treinamento e experiência no tratamento das deformidades de coluna em crianças e adolescentes.

  • Faz as cirurgias em hospital com adequadas instalações e equipe treinada e experiente no manejo de cirurgia de coluna.

  • Tem experiência bem-sucedida no tratamento de deformidades de coluna pediátricas.

 

O que é plano de cirurgia?

Existe mais de uma maneira de tratar escoliose com cirurgia. O cirurgião precisa decidir quais níveis da coluna (vértebras) vão ser fusionados e por qual abordagem ou procedimento a cirurgia vai ser feita. Cirurgiões de coluna podem abordar a coluna através de uma incisão nas costas ou por incisão no lado do tórax ou flanco. A abordagem recomendada depende primariamente do padrão da curva, deformidade do corpo e maturidade do esqueleto.

 

Quais são os procedimentos possíveis?

Em geral, existem duas abordagens cirúrgicas para a coluna: posterior e anterior.

A abordagem mais comum é realizada através de uma incisão nas costas e é conhecida como fusão ou artrodese da coluna posterior com instrumentação. Com esse procedimento, uma incisão é feita ao longo da coluna, parafusos e/ou ganchos são implantados nas vértebras e hastes são conectadas aos parafusos ou ganchos. Esses implantes agem como pontos de ancoragem para segurar as hastes. Enxerto ósseo é então colocado sobre a coluna então a coluna fusiona na posição correta. 

Todas as curvas podem ser tratadas pela mesma abordagem.

 

 

Uma fusão/artodese da coluna anterior com instrumentação é feita através de uma incisão seja na parede lateral do tórax ou flanco e é uma opção quando uma única curva vai ser tratada. Neste procedimento, um ou dois parafusos são colocados na parte anterior de cada vértebra que vai ser fusionada. Hastes conectam os parafusos ao longo da coluna. 

Os discos entre as vértebras são removidos e enxerto ósseo é colocado entre as vértebras e, em alguns casos, caixas de titânio (os chamados cages) são colocados em alguns níveis o que permite a coluna fusionar na posição correta. Essa abordagem é uma opção para curvas simples na região torácica e também lombares.

 

 

Em circunstâncias específicas, abordagens anterior e posterior podem ser necessárias. Algumas curvas podem ser melhor tratadas com uma cirurgia combinada incluindo abordagem anterior e posterior. Essa abordagem combinada geralmente é reservada para pacientes bem jovens e àqueles com curvas bem rígidas. 

 

Como são os implantes e do que eles são feitos?

Os implantes são feitos de metal como aço inoxidável, titânio ou cromo e cobalto. Existe uma variedade de implantes disponíveis.  A maioria dos cirurgiões tem preferências individuais e isso vai ser discutido com os seus pacientes. 

 

Por quanto tempo os implantes vão ficar no corpo após a cirurgia?

Com exceção de raríssimas circunstâncias como infecção ou desconforto persistente, os implantes ficam no corpo para sempre. As hastes mantêm a coluna na posição correta, agindo como um colete interno, até que os ossos fusionem criando uma coluna de um osso sólido e único. Após os ossos fusionarem, os implantes param de exercer seu papel crucial (manter a coluna na posição até a fusão ocorrer), porque a fusão é o que mantém a posição correta. Entretanto, a remoção dos implantes também é uma cirurgia grande e não é necessária na imensa maioria dos casos. 

 

 

Como os ossos fusionam?

Enxerto ósseo é usado para fusionar a coluna na posição correta. O enxerto pode ser retirado de uma variedade de lugares. A fonte do enxerto vai depender da abordagem cirúrgica que for feita a cirurgia. Algumas vezes o cirurgião utiliza, além do osso retirado do local onde é feita a cirurgia, de produtos suplementares. Na maioria das cirurgias realizada pela abordagem posterior (incisão nas costas), o enxerto ósseo é retirado da parte posterior das vértebras a serem fusionadas.

 

Quais são os efeitos de uma fusão óssea?

Além de manter a coluna na posição correta e prevenir progressão (piora da curva), a fusão também interrompe o crescimento da região da coluna em que ela é feita. Isso não é um problema para a maioria dos adolescentes porque alguma altura é ganha com a correção da curva no momento da cirurgia. 

Além disso, a região da coluna fusionada perde a flexibilidade. Isso não é um grande problema para fusões na região torácica, porque essa região tem pouca flexibilidade. Entretanto, a região lombar é mais flexível ao natural, e a fusão limita a mobilidade da coluna nesse segmento. Por fim, os discos intervertebrais que permanecem móveis na região lombar aumentam a carga após uma fusão de segmentos acima, o que pode ocasionar degeneração precoce. Então, o cirurgião deve sempre se preocupar em fusionar o menor número de discos na região lombar quanto possível para atingir os objetivos da cirurgia.

 

 

Qual é a melhor cirurgia para a escoliose?

O melhor procedimento cirúrgico para a sua escoliose vai depender do tipo de curva, da maturidade do esqueleto, da gravidade da deformidade corporal que a escoliose está causando e da experiência do cirurgião. Há riscos e benefícios associados a todos tipos de cirurgia. Discutir essas opções com o cirurgião deve sempre fazer parte do planejamento cirúrgico.

 

 

O que é monitorização neurofisiológica intraoperatória?

Durante a cirurgia, através de um sistema de monitorização computadorizado e sofisticado, o médico neurofisiologista consegue verificar a passagem do sinal pela medula espinhal do cérebro para os membros e o sinal dos membros para o cérebro. Isso permite a detecção precoce de algum problema que possa acontecer com a medula espinhal durante a cirurgia de escoliose. A monitorização neurofisiológica reduz significativamente o risco de lesão na medula espinhal durante a cirurgia de escoliose.

 

 

Ok, temos um plano de cirurgia e uma data. Qual é o próximo passo?

Na semana anterior a sua cirurgia, o paciente e a família devem se encontrar com o cirurgião para discussão adicional do plano da cirurgia. Nesta consulta, um novo raio X pode ser solicitado. Esta visita é uma excelente oportunidade de fazer perguntas e tirar dúvidas sobre a cirurgia e o que esperar do pós-opertatório. Avaliações pré-operatórias com outros médicos deverá ser solicitada, além de exames de sangue.

 

O que esperar do dia da cirurgia?

No dia da cirurgia você vai ver novamente o seu cirurgião, seus assistentes e o anestesiologista (o médico que vai fazer você dormir durante o procedimento). No hospital, antes da cirurgia, você vai receber vários profissionais e eles vão fazer diversas perguntas, algumas vezes repetidas. Nesse momento antes da cirurgia você vai poder fazer perguntas para os sues médicos. Quando você for para o bloco cirúrgico você vai conhecer toda a equipe que estará acompanhando o procedimento e vai receber suporte deles. A família vai aguardar na sala de espera do hospital e vai sentir um grande alívio assim que conversar com o cirurgião após a cirurgia e ver o paciente.

 

A cirurgia está feita. Qual o próximo passo?

Após a cirurgia, a maioria dos pacientes que fazem cirurgia de escoliose do adolescente vão fazer a recuperação por algumas horas na sala de recuperação. Em alguns casos, o cirurgião e o anestesiologista preferem que o paciente se recupere na unidade de terapia intensiva (UTI), isso deve ser discutido com você antes da cirurgia. Durante essas horas de sala de recuperação, alguns aparelhos vão estar conectados a você para monitorizar seu coração e pulmão, enquanto você acorde completamente da anestesia.

O paciente vai permanecer internado no hospital por menos que 1 semana. Durante esse período, o foco vai ser o manejo da dor, sentar, levantar, caminhar, restabelecer a rotina de ir ao banheiro e educação do paciente sobre o pós-operatório. Esses passos são necessários para que você fique seguro em ir para casa.

Cada pessoa se recupera em uma velocidade diferente. Além disso, a rotina de cada cirurgião pode variar quanto ao pós-operatório. Em média, dependendo do tamanho da cirurgia, os pacientes ficam no hospital de 3 a 7 dias.

O médico e a equipe de enfermagem vai monitorizar o movimento (escutando os sons) do seu intestino. Assim que o intestino voltar a funcionar após a cirurgia, você vai poder se alimentar e beber líquidos. A dieta geralmente começa com líquidos e progride até alimentos sólidos. Os medicamentos para dor que antes eram injetados pela veia, começam a ser ingeridos pela boca. Geralmente, um cateter vai ser deixado na sua bexiga durante a cirurgia e ele é retirado quando o paciente começar a se alimentar e beber líquidos. Constipação é muito comum após anestesia, uso de medicamentos para dor e ficar na cama por muito tempo. O seu médico e a equipe de enfermagem vão ajudar a manejar isso.

 

Quando eu posso ter alta hospitalar?

O tempo de internação varia de pessoa a pessoa. Em geral, os adolescentes vão ser estimulados a progredir no hospital diariamente. A progressão vai acontecer aos poucos:

  • Desde ficar na cama até dar os primeiros passos e depois caminhar pelo hospital. 

  • Troca de medicação da via endovenosa para via oral.

  • Evolução da dieta.

  • Retirada da sonda vesical (da bexiga).

Quando essas etapas evoluírem, o paciente vai estar apto a ir para casa.

 

O que esperar da evolução após a alta hospitalar?

Durante as primeiras semanas em casa, o foco vai ser:

  • Manejo da dor reduzindo progressivamente as medicações.

  • O apetite vai retornar ao normal.

  • O adolescente, aos poucos, vai ficar menos dependentes dos cuidadores para fazer coisas básicas como ir ao banheiro, comer, tomar banho.

  • Aumento progressivo da atividade (caminhada).

  • O retorno à escola vai ocorrer entre 3 a 6 semanas após a cirurgia.

 

Em 6 semanas após a cirurgia, a maioria dos adolescentes vai:

  • Estar se sentindo muito bem, com o mesmo nível de energia de antes da cirurgia.

  • Com vida normal, com exceção da prática de esportes (voltar às aulas de educação física na escola vai ser permitida geralmente após 1 ano da cirurgia).

  • Não vai mais precisar usar medicações para dor.

 

Entre 6 semanas e 1 ano algumas atividades físicas ainda vão ser restritas:

 

  • Algumas atividades causam muita carga na região da coluna que está fusionando e isso pode prejudicar na consolidação da fusão.

  • A maioria dos cirurgiões vai liberar gradualmente o paciente para diferentes tipos de atividades físicas.

 

O que esperar 1 ano após a cirurgia?

  • Não haverá mais restrição à atividade física, VIDA NORMAL! A única exceção é saltar de bungee jumping, isso deve ser evitado. 

  • O cirurgião vai recomendar de quanto em quanto tempo vai acontecer o acompanhamento. É muito importante manter acompanhamento com o especialista em escoliose que fez a cirurgia.

 

O que esperar para o resto da vida?

  • A cirurgia de escoliose vai afetar muito pouco na sua vida.

  • O risco de ter complicações é baixo.

  • Escoliose ocorre em famílias. Então, observe as próximas gerações para a detecção precoce.

  • Não há limitações na escolha da profissão.

  • Meninas vão ter gravidez normal e o parto não vai ser afetado pela cirurgia.

  • Cuidados gerais com a sua coluna é recomendado: manter o peso ideal, praticar atividade física e não fumar.

 

Como vai ficar a flexibilidade do meu corpo após a cirurgia?

Após a recuperação completa, você vai ser capaz de se inclinar para frente mas pode ter alguma dificuldade de se inclinar para os lados. Teoricamente, você deve ser capaz de retomar as atividades que tinha antes da cirurgia. Por causa da fusão, você não vai ser tão flexível como antes da cirurgia, mas você vai desenvolver outros movimentos que vão compensar a perda de flexibilidade da coluna. Em geral, após a cirurgia, sua flexibilidade corporal não vai ser consideravelmente diminuída de maneira que te previna de realizar atividades normais, a menos que a fusão inclua a pelve (bacia).

 

Detector de metais no aeroporto.

Os detectores de metais não alarmam com os metais implantados na coluna.

Atividades permitidas após a cirurgia.

Caxias do Sul: (54) 3021-0684  |   (54) 99996-0011       

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